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quinta, 13 de agosto de 2015
Codemig fomenta desenvolvimento da Indústria Criativa com apoio ao Conexão Empresarial

Maior referência no segmento de eventos corporativos de Minas Gerais e um dos maiores e mais importantes do Brasil, o Conexão Empresarial reunirá, entre os dias 11 e 14 de junho, centenas de participantes dos variados setores empresariais, oriundos de diversas áreas de atuação das esferas pública e privada. Em sua sexta edição anual, o evento será realizado no Grande Hotel e Termas de Araxá (Rua Águas do Araxá, s/n, Barreiro, Araxá), empreendimento da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) gerido pelo grupo mineiro Tauá. Ao patrocinar o Conexão Empresarial deste ano, a Codemig contribui para que o encontro seja palco de relevantes discussões e debates capazes de orientar os rumos estratégicos de Minas e do Brasil, além de fomentar a moderna e atuante Indústria Criativa, temática proposta pela Companhia à equipe organizadora.

Durante o encontro, está prevista a realização de palestras, painéis, leilão beneficente, premiações, shows, tratamentos estéticos e torneio esportivo. Nesta edição, participarão do ciclo de debates o governador do Estado de Minas Gerais, Fernando Pimentel; o presidente da Fiemg e do Conselho Deliberativo do Sebrae-MG, Olavo Machado; e o presidente do São Paulo Futebol Clube, Carlos Miguel Aidar. Entre os palestrantes convidados, o economista José Roberto Mendonça de Barros tratará do tema “Cenário e Perspectivas da Economia Brasileira”, e o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, Miguel Correa, ministrará o assunto “Minas: o melhor para inovar”. Por sua vez, o produtor musical Dudu Braga abordará a temática “É preciso saber viver”.

O Conexão Empresarial Araxá é uma edição especial dos eventos mensais realizados em Belo Horizonte, reunindo empresários e executivos de empresas mineiras e de outros estados do Brasil. O encontro anual é promovido pela VB Comunicação desde 2010, quando ocorreu em Tiradentes. As edições anuais seguintes passaram a ser feitas no Grande Hotel de Araxá, que reúne adequadas condições de hospedagem, logística e lazer. Palestrantes e debatedores dos mais diversos campos de interesse apresentam e analisam cenários da política, da indústria e do comércio, bem como os desafios e perspectivas para o desenvolvimento econômico e social. Além disso, alia business, entretenimento, esportes, gastronomia, música e cultura, favorecendo a aproximação de pessoas, ideias e projetos em ações de relacionamento. Só no último ano, reuniu cerca de 550 participantes. 

Considerado importante para que o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil organizada possam, cada vez mais, criar e executar políticas e iniciativas para alavancar o desenvolvimento econômico do Estado e do País, o evento também gera oportunidades de negócio para os executivos. Com seu apoio, a Codemig colabora para reunir formadores de opinião, imprensa especializada, políticos, economistas, empresários e outras importantes lideranças para esse encontro, estruturado para permitir o permanente intercâmbio de conhecimentos e experiências de sucesso nos mais diversos segmentos da economia. Já prestigiaram o evento nomes como a presidente Dilma Rousseff e o governador Fernando Pimentel, além de empresários, prefeitos, ministros e secretários de estado. Outras informações podem ser obtidas no site www.vbcomunicacao.com.br.

Indústria Criativa: moderno setor em expansão

Ao propor que a próxima edição do Conexão Empresarial enfatize a Indústria Criativa em sua abordagem, a Codemig está incentivando o desenvolvimento dessa cadeia produtiva composta pelos ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam criatividade e capital intelectual como insumos primários. Trata-se de um segmento formado por três grandes categorias: Indústria Criativa propriamente dita, núcleo composto pelas atividades profissionais e/ou econômicas que têm as ideias como insumo principal para geração de valor; Atividades relacionadas, envolvendo profissionais e estabelecimentos que proveem diretamente bens e serviços à Indústria Criativa; e Apoio, que abrange, de forma indireta, suas ofertantes de bens e serviços.

Sob a ótica da produção, 251 mil empresas formavam a Indústria Criativa no Brasil, segundo dados de 2013 apresentados pelo Sistema Firjan. Desde 2004, houve crescimento de 69,1%, quando havia 148 mil empresas. Com base na massa salarial delas, estima-se que a Indústria Criativa brasileira gere um Produto Interno Bruto equivalente a R$126 bilhões — 2,6% do total produzido no Brasil em 2013, frente a 2,1% em 2004. Nesse período, seu PIB avançou 69,8% em termos reais, acima do avanço de 36,4% do PIB brasileiro nos mesmos dez anos.

No quesito mercado de trabalho, a Indústria Criativa é composta por 892,5 mil profissionais formais. Entre 2004 e 2013, houve alta de 90%, acima do avanço de 56% do mercado de trabalho brasileiro nesse período. O mercado de trabalho criativo expandiu-se: a participação da classe criativa no total de trabalhadores formais brasileiros alcançou 1,8% em 2013, ante 1,5% em 2004. Houve crescimento relevante nas quatro grandes áreas criativas: Tecnologia (+102,8%), Consumo (+100%), Mídias (+58%) e Cultura (+43,6%).

Quanto à remuneração, enquanto o rendimento mensal médio do trabalhador brasileiro era de R$2.073 em 2013, o dos profissionais criativos chegou a R$5.422, quase três vezes superior ao patamar nacional. Em uma análise evolutiva, nota-se que houve crescimento real de 25,4%, acompanhando o avanço do rendimento do trabalhador brasileiro nesse período.

As quatro grandes áreas criativas podem ser classificadas em 13 segmentos: Publicidade, Arquitetura, Design e Moda (na área criativa do Consumo); Expressões Culturais, Música, Artes Cênicas e Patrimônio e Artes (na categoria Cultura); Editorial e Audiovisual (Mídias); e P&D, TIC e Biotecnologia (categoria Tecnologia). A do Consumo é a mais numerosa entre as quatro áreas criativas, respondendo por quase a metade dos profissionais criativos no Brasil (47,4% do total, envolvendo 422,9 mil trabalhadores formais). Já a de Cultura é a menor da Indústria Criativa em termos de trabalhadores formais (62,1 mil profissionais, 7% do total). Por sua vez, a área de Mídias engloba 101,4 mil profissionais criativos (11,4% do total dessa Indústria). Finalmente, a categoria de Tecnologia responde por 306,1 mil trabalhadores criativos formais (34,3% do total), destacando-se em termos de remuneração, com salário médio de R$7.848.